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Expiration Date

Março 31, 2009

A while ago I wrote a text on how I had never been in a serious relationship, on how *it* had never happened to me. A very fate-oriented text, I must say. It has never happened to me because all the guys I met *happened* to be moving away or *happened* to already be in a relationship. There was nothing I could do to change that… Right?

Now I can actually say that I have an EX-boyfriend. It has not lasted for too long and most of the time I was with him I was actually out of town. But since the beginning, I knew it was going to end, given that he was supposed to move to Canada one or two months after we started dating. But he did not. And rumor has it that he has not moved away because of me. I don’t know, honestly. I only know that after three months, it was not working anymore. Indeed, it has never worked, but I was just waiting for it to start failing for itself.

I have some close friends who say that I’m always looking for relationships with an expiration date. I don’t know exactly what it means of if I do it consciously, but reminding about all my past relationships, yes, they all had an expiration date. Maybe it’s a self-protection thing… if it doesn’t work or if he never calls me again, that was my expectation. And I move on, really quickly. But if he does call me again, well… let’s see how far it’s going to go.  

The last guy I was seeing, I knew since the day I met him that he was leaving in a couple of weeks. We would meet everyday, go to the movies, have dinner and all these things that couples do. It was nice, it felt good. But don’t get too close, you know? My head knew he was leaving and it’s prevented me from getting too attached to him. And he’s left and I’m completely fine about it. It’s just like this other guy I met this weekend. He’s got my phone number but has not given me his, deliberately. How am I supposed to wait for a guy like this to call me? So I just don’t. 

Nevertheless, there was this one guy who had a girlfriend and I have made the mistake of falling for him. Even though he had an expiration date for the single fact that he was not single, he was kind, lovely, called me everyday, we’d meet everyday… And eventually he broke up with his girlfriend. But then started dating some other girl, not me, and here I am, still sick because I have allowed myself to eat rotten food.

Sometimes the expiration date is right in front of us. Sometimes it’s not. And just because you can’t see it, it doesn’t mean that some relationships don’t cause food poisoning. These, in my humble opinion, are the most dangerous. These are those we never forget. Those that sooner or later will knock us down to the bathroom floor.  

Once Upon a Time

Janeiro 3, 2009

I’ve had a life. 

Durante o Ensino Fundamental, eu fazia websites. E eu era boa nisso. Durante o Ensino Médio, foram os Modelos da ONU. Eu também era bem boa nisso, conhecida. Hoje parei. Não sei mais quem é ninguém e ninguém sabe quem eu sou, o que me torna ninguém. Talvez, no máximo, o que ainda me faça lembrar dos modelos são os artigos publicados que ficarão nos currículos e as pessoas que conheci – cuja maioria também não participa mais de modelos. 

Eu tinha uma identificação, sabe? Uma paixão. Sempre tive. That’s what keeps me going.

Por 3 dos últimos 6 meses que estava com o Congresso Mundial, foi o trabalho. Eu ficava até tarde da noite na Secretaria, sem vontade de ir embora. Nem pra o almoço eu saía. Às vezes ficava até a madrugada, dependendo da necessidade. Mas o Congresso passou, as pessoas foram embora e cá estou eu. Fiquei apática. Hoje contei para um amigo como havia sido. Talvez a última vez que contarei como foi o Congresso em tantos detalhes. Ainda sem vida.

A faculdade, bom, não vejo a hora de terminar. Não digo que Ciência Política seja minha vocação, mas minha formação. E voltarei para o Direito no segundo semestre, está decidido. O Direito faz muita falta para o que talvez seja a minha paixão: Direitos Humanos. Eu costumava ser boa nisso. Hoje, estou me sentindo meio… ahn… desatualizada? Preciso voltar a ler mais, a discutir. Para isso tenho planos de ir pra Strasbourg em julho. Está decidido também, nem que tenha de me endividar pro resto da vida. E espero que as coisas dêem certo na Secretaria.

Com ou sem paixão, assim continuamos nessa vidinha mais ou menos, acordando para esperar a hora de dormir. Quando não é assim, acabamos por deixar o urgente se sobrepor ao importante. E vamos tocando. Sem saber exatamente para onde estamos indo. Detesto não saber para onde estou indo. Quer dizer. Eu sei para onde estou indo. Só que acho que me perdi na trilha e não sei mais o caminho, então estou só caminhando em direção ao nada.

Dezembro 25, 2008

Sou só eu ou mais alguém acha esse período de festas de fim de ano meio depressivo? Além do significado cristão que eu aqui, como uma moça de família católica apostólica romana conservadora do interior, não posso renegar, para mim significa rever a família. Ponto. E até mesmo rever a família é uma coisa meio depressiva. Bom, explico-me.

Querendo ou não, a maioria é de pessoas que não fazem parte da minha vida cotidiana e, portanto, são meros conhecidos. E nesse sentido, é bom encontrar todo mundo junto para dar um update geral. As crianças viraram adolescentes, mas ainda são crianças. Os mais velhos, continuam mais velhos, casando, tendo filhos. E os que regulam a mesma idade… é, não assim tão fácil ser primo-irmão se encontrando só uma vez por ano. No fim das contas é sempre a mesma coisa, sem tirar nem pôr.

Ano passado a fofoca foi o casamento de uma prima. Esse ano, a fofoca é o casamento da outra prima, irmã da que casou no ano passado. Ano que vem, será o que? Final de 2009, eu ainda não vou ter me formado. Ou ainda estarei na Secretaria ou voltarei pro Ministério. Meu namorado vai ter ido embora. Ainda estarei pagando as prestações do meu carro (com o perdão do gerúndio). A novidade será, se Deus quiser, Strasbourgo. Minha tia estará na França também, vai ser ótimo. Mas e de resto?

Vai ver acho esses fins de ano meio depressivos pelos inevitáveis balanços que acabamos por fazer. E isso de pensar nas coisas que arrastamos de um ano para o outro pesa um pouco nas costas. Pesa demais. Não quero nem pensar nisso agora porque sei no que penso e não gosto. Poderia pensar nas coisas boas, mas mesmo assim… As ruins sempre têm o dom de estragar tudo. Mas tudo bem. Até dia 4 é família, família, família… e não se fala nem se espera pensar em mais nada.

Teste

Dezembro 10, 2008

Tenho tanta coisa pra fazer depois do Congresso que estou testando se o app do wordpress que pus no meu iPhone funciona.

Panorama Político Familiar

Outubro 6, 2008

Meu pai (PC do B) era candidato a vereador num município com 8 mil eleitores, não foi eleito. Ele também não estava muito preocupado, disse que não ia gastar dinheiro com campanha. Mas em um outro município do Ceará, onde um falecido irmão do meu pai já foi prefeito, meu primo (PMDB) de 26 anos – filho desse referido tio – foi eleito vice-prefeito. Na mesma cidade, a irmã do meu pai (PSDB) foi eleita vereadora. Em um outro município do Ceará, também politicamente dominado pela minha família, o sobrenome aparece nos cargos de prefeito (PSDB), vereador 1 (PV) e vereador 2 (PRP). Ah, e ainda num outro município nos confins do sertão nordestino, outro primo (PP) foi eleito vereador de novo. Mas este a gente já sabia que ia ganhar. E meu pai… eu falei que ele era do DEM?

Congress Model United Nations

Outubro 2, 2008

Hoje começou a reunião dos organizadores do Congresso. Muito estranho conhecer pessoalmente as pessoas com quem você troca mil e-mails todos os dias. Alguns eram mais baixos, outros exatamente como eu imaginava, principalmente as duas suecas. Na verdade, as suecas são bem parecidas. Eu confundi duas vezes. Dá a impressão de que eles são um pouco que nem os japoneses, todos meio parecidos, loiros e tal. Aliás, o japonês é outro que eu imaginava completamente diferente. Juro que ele tem cara de ter 20 anos, no máximo. Mas considerando meus amigos que são tercerios-secretários hoje, bom, nem tão estranho. 

As pessoas vieram de Genebra, Nova York, Estocolmo, Tokyo, Manilla. São australianos, moçambicanos, franceses, filipinos, italianos, estado-unidenses. Bom, esse deve ser mais ou menos o quadro when you are with the UN, right? Estão pelo mundo, nunca são exatamente do lugar onde moram. 

Juro que me senti um pouco em um modelo, só que bem mais bagunçado. E com almoço de graça, coffee-break permanente e mesas em U. As pessoas falando idiomas diferentes, misturando inglês com espanhol e português, mais o buchicho japonês e um sotaque francês carregadíssimo. Sem contar o português de Portug… ops… Moçambique. 

Enrolei um monte para dizer rapidinho que recebi um monte de elogios de Genebra, Nova York e Manilla. Nossa. Fiquei muito feliz. Muito mesmo!

Our True Self

Setembro 30, 2008

Tava pensando sobre o que somos de verdade e sobre o que algumas situações fazem com que sejamos. Da mesma forma que uma massa de células se multiplicando no lugar errado – um tumor no cérebro, por exemplo – pode causar alterações na personalidade, será que quando estamos passando por determinadas situações nós agimos tão irracionalmente quanto quando estamos doentes? Sempre usamos a TPM pra justificar um monte de crises e isso é cientificamente aceito por todos. Alguns não entendem, talvez não identifiquem de cara que a crise foi causada por aquela tensão, mas tão logo as três letrinhas aparecem, é como se tudo fosse justificado e perdoado, como se as palavras que tanto machucaram não tivessem saído da mesma boca. 

Então pergunto: o que causa um colapso nervoso? O que faz as pessoas surtarem e agirem de uma maneira que não reflete o que elas realmente são? Que eu sou neurótica, por exemplo, eu já sabia. Tive até um blog há tempos atrás chamado “Neuroses à Parte” que à parte as neuroses, não tinha nada. Não consigo. Estou sempre com alguma coisa na cabeça. E apesar das mil coisas que acontecem durante o dia, aquela idéia que insiste em martelar é sempre a que não tem solução. Obviamente. Porque se tivesse solução, não teria por que pensar nela. Então vem a neura buscando o que mais se aproxima de uma resposta coerente. E essa talvez seja a minha maior neurose: buscar uma resposta coerente pra tudo, o que sabemos que nem sempre é possível.

Será verdade mesmo que pensar enlouquece?

Once Upon a Time

Setembro 29, 2008

Sempre gostei mais da Ella Fitzgerald do que da Billie Holiday como cantora de jazz. A música da Ella é mais viva, mais alegre; a Billie Holiday, em contrapartida, tem aquele tom quase sempre depressivo, uma voz arrastada. Essa diferença pra mim é muito clara quando elas cantam uma música especialmente: The Man I Love. Na minha opinião, uma das melhores músicas de todos os tempos. Muitos já me ouviram fazer essa comparação, mas aí vai de novo: enquanto a Ella Fitzerald canta com a convicção de que “The Man I Love” vai bater na porta dela quando a música acabar, a Billie Holiday canta com a certeza de que ele nunca vai aparecer.

Com essa contraposição entre pessimismo e otimismo em mente, estava conversando com uma amiga essa madrugada sobre como somos conscientes de que não existe “happily ever after”. Ok. No big news here. Mas sobre o que falávamos exatamente era sobre o momento imediatamente anterior ao happily ever after. Tão imediatamente anterior que é quase o happily ever after em si. Quando tudo está ali. E tudo está certo. Não há perhaps. Há apenas aquela vontade de que o momento dure pra sempre, de que a pessoa nunca vá embora. E nada no mundo pode estragar aqueles minutos, horas, dias. 

Claro que estamos falando de vida real e que mais cedou ou mais tarde os problemas aparecem. Mas, de novo, não é esse o ponto. Tenho um texto antigo em que falo todas as coisas que quero em um namorado. Todas as milhares de coisas. Algumas amigas brincam que com todas aquelas exigências eu vou morrer solteira, o que seria bem possível se tudo aquilo não se resumisse em alguém que, “quando eu seus braços, eu não queira mais nada dessa vida”. Era o que eu sempre respondia. Hoje, contudo, percebi que estava explicando a coisa errada e que devo ser mais específica sobre essa sensação de “não querer mais nada dessa vida”.  

É possível que as pessoas confundam esse momento em que não se quer mais nada com o momento anterior ao happily ever after. Devo dizer, realmente, que são sensações bem parecidas, mas que têm uma diferença fundamental. O não querer mais nada da vida é efêmero. Okay. O outro também é. Mas o momento happily ever after não é um efêmero que sabemos que acabará tão logo a pessoa vá embora, é um efêmero que pode ser eterno. Apesar de sabermos que não o será, não há naquela situação algo que indique claramente que o eterno não é possível além do nosso ceticismo.

Voltando ao que quero num namorado, se os momentos quando não quero mais nada da vida eram realmente o que eu queria, não sei porque reclamava tanto. Não são raros esses momentos na minha vida, quando duas horas passam em dois minutos. Nesse fim-de-semana mesmo aconteceu. O problema, que é diferença que antes eu não via, era que os momentos sempre vinham carregados da certeza de que acabariam tão logo a pessoa saísse pela porta. Não sei por que eu me contentava com aquilo. Era o cara com namorada, que não morava na cidade ou que estava indo embora. Em resumo, é muito bom, é dreaming, mas não vai dar certo anyway. É uma sensação bem traiçoeira, porque na hora a gente não percebe a diferença entre o não querer mais nada da vida e o happily ever after. As sensações são iguais. A música é a mesma. O problema é quando quem canta é a Billie Holiday.

Essa mudança de percepção, eu sei, will not make things any easier. Minhas amigas vão continuar dizendo que eu vou morrer solteira, certamente. Mas, de qualquer jeito, acho mesmo que vou mudar o final do meu texto sobre o namorado perfeito e escrever que quero alguém com quem possa me sentir happily ever after, mesmo que o happily ever after seja o presente e que não dure mais do que alguns segundos.

Gigantes

Setembro 25, 2008

Quem vê até pensa que a Gisele Bündchen é uma tampinha!

Good Day

Setembro 25, 2008

We’re gonna have a good day
And all my homies gonna ride today
And all these mommies look fly today
And the only one we wanna do is get by today heyyy
We’re gonna have a good day
And ain’t nobody gotta cry today
Cause ain’t nobody gonna die today
You can save that trouble for another day heyyy
We’re gonna have a good day

Good Day – Nappy Roots